quinta-feira, 30 de janeiro de 2014


Shoppings querem atuação federal contra rolezinhos. Ou: Se Dilma NÃO manda sua turma se calar, que então resolva, ora! Ou ainda: PT perde o pelo, mas não o vício.

A associação que reúne os lojistas de todos os shoppings do país, a Alshop, decidiu cobrar ajuda federal para que os tais “rolezinhos” sejam coibidos. Não há exagero nenhum nisso.  Ao contrário: a Alshop está, sim, se dirigindo à pessoa certa. Até porque, em parceria com setores da imprensa, o PT é responsável pela politização do que não passava de um “movimento em favor do beijo na boca”. Ocorre que em um dos shoppings, o evento chegou a reunir seis mil pessoas. Não é possível.
E por que a presidente Dilma é a pessoa certa? Ora, porque ela chegou a convocar uma reunião com ministros para tratar do assunto, emprestando ao caso uma gravidade que não tinha. A partir dali, passou a ser assunto federal.
Ministros seus, como Gilberto Carvalho, que é secretário-geral da Presidência, e Maria do Rosário, a equivocada permanente que comanda a Secretaria de Direitos Humanos, vieram a público para criticar, direta ou indiretamente, a polícia, os shoppings e a Justiça. Em São Paulo, o prefeito Fernando Haddad, também petista, pediu a seu secretário da Igualdade Racial que iniciasse conversações com supostos líderes de rolezinhos. Ao fazê-lo, passou a emprestar à coisa um caráter que nunca teve: discriminação da cor da pele. Isso é uma fantasia.
As Polícias Militares estão, como vimos, mais ou menos de mãos atadas. Caso se mexam, lá vem pancadaria da imprensa. Vão intervir, sim, sempre que eventuais manifestações se transformarem em vandalismo e coisa e tal, mas já perceberam que a máquina das esquerdas para desqualificar a ordem e exaltar a bagunça opera com força total. O que restou aos lojistas?
Eu mesmo já sugeri aqui que Dilma deveria dar uma ordem a seus ministros: que calassem a boca a respeito do assunto. Como se percebe, ela não fez isso.
Neste fim de semana, militantes políticos — e não jovens da periferia — decidiram promover protestos, e não rolezinhos, em shoppings ditos de luxo de São Paulo, Rio e Porto Alegre. Esses eventos já não guardam nenhuma relação com as manifestações originais. São, reitero, promovidos por entidades de esquerda e extrema esquerda que confundem seu próprio rancor e, acima de tudo, a sua ignorância com a causa popular.
A coisa é tão patética que, no Shopping Leblon, no Rio, que estava fechado — enquanto alguns bananas promoviam gritaria do lado de fora —, um grupo de cinco moradores da Rocinha apareceu para fazer seu rolezinho — aquele outro, o passeio… Eram dois maiores e três menores. Ricardo Israel, de 22 anos, comentou, informa a Folha: “Eu vim para dar um rolé com a minha gata no shopping, conhecer gente nova, mas pelo visto é manifestação. Vou dar rolé na praia de skate mesmo”. Ele se mandou, e os esquerdistas da Zona Sul que, em tese, falam em nome de Israel ficaram lá se esgoelando.
Olhem que o Brasil, em matéria de bobagem, parece ser um manancial inesgotável. Como essa, acho que nunca vi. E não estou me referindo aos rolezinhos originais, não, que tinham, sim, de ser coibidos porque põem em risco a segurança de milhares de pessoas — inclusive a dos próprios rolezeiros.
  Eu me refiro é ao rolezinho ideológico de grupelhos de extrema esquerda, de subintelectuais do miolo mole, de setores da imprensa e, agora dos petistas, que resolveram adotar o movimento. Como alertei aqui, esses irresponsáveis acharam que a coisa ficaria restrita a São Paulo — e toda a bagunça que puderem fazer no estado lhes parece boa porque estão de olho nas urnas. Pois é… Nunca é assim! A petezada resolveu apoiar o quebra-quebra do Passe Livre, e a gente viu aonde a coisa foi dar.
Mas não tem jeito. Como os lobos, os petistas podem até perder o pelo, mas não perdem o vício.

Por Reinaldo Azevedo



GABARITO

1.O título de um texto é nome ou expressão que se coloca no começo  do texto para indicar o assunto tratado. Colocar três possibilidades de título demonstra que o autor acredita que os três poderiam indicar o assunto que está tratado.

2.Significa, segundo o autor, que o PT tornou político algo que não é era, influenciando a opinião pública.


3. O autor apresenta o rolezinho como um problema pequeno que a imprensa e o PT tornou grande, um problema politico, por isso , os lojistas decidiram procurar ajuda federal, a presidente,  para  resolver os problemas causados pelos rolezinhos , pois se o partido do qual a presidente faz parte  que tornou o movimento algo político, ela mesmo tem que resolvê-lo.

4.
a.       Ao intervir com ministros e secretários na questão dos rolezinhos a presidente retirou a autoridade da polícia e da justiça, pois a presidente e, por consequência seus representantes , é a autoridade máxima do país.
b.      A imprensa está de olho nos atos da polícia, qualquer ação mais dura, mais violenta, qualquer erro será noticiado e questionada.
c.       Neste argumento o autor diz que os protestos que tem como tema os rolezinhos não são realizados pelos jovens da periferia e sim por militantes políticos
d.      O autor reitera o argumento anterior de que os jovens da periferia não fazem parte das manifestações favoráveis ao rolezinho e usa como exemplo um trecho de entrevista da folha onde jovens da periferia do RJ ao se depararem com a manifestação em um shopping vão embora fazer o rolé em outro, ou seja, indiferentes a manifestação que , teoricamente, os representa.

5. O autor separa o rolezinho original do rolezinho ideológico que, segundo o autor é formado por petistas e subintelectuais e motivado pelas eleições que estão por vir.


6. Porque foi retirado da folha de São Paulo e por ser trecho de uma entrevista.

Nenhum comentário:

Postar um comentário